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  • Alethéia Westermann

Arquitetura Inclusiva


A Paralimpíada Rio 2016 quebrou preconceitos e deu sua contribuição para uma sociedade melhor, visto o incrível apoio da torcida que compareceu em peso e se surpreendeu com tamanha demonstração de força e superação. Isso foi seu maior legado.

Porém, ainda há muito a ser feito quando a meta é o ir e vir. Sofremos com a ausência de rampas, falta de sinalização, calçadas adequadas e outras intervenções para tornar as cidades mais acessíveis.



Todavia, dentro de casa, alguns cuidados podem ser pensados de forma que os projetos proporcionem conforto e autonomia a todos, ou que pelo menos, no futuro, possa ser adaptado a um baixo custo. Essa Arquitetura preventiva inclui-se não só os deficientes, mas também idosos, crianças ou mesmo, caso de uma mobilidade reduzida temporária devido a cirurgias ou fraturas.

Alguns pontos devemos ter mais atenção no desenvolvimento do projeto e da decoração tais como: As áreas externas devem ter rampas com até 8% de inclinação, do contrário o esforço será muito grande para impulsiona-la ou insegurança para os declives. Dê preferência aos pisos antiderrapantes.

Corredores devem ser amplos e medir no mínimo 1m de largura, já as portas devem ter 80 centímetros ou mais. Porém, é necessário pensar também nas áreas de manobra, para que cadeirantes não se choquem com paredes ou portais.

Ambientes clean, sem muitos móveis, facilitam a circulação.

No banheiro, os cuidados são redobrados e devem contar com todos os dispositivos necessários para que a pessoa mesmo execute qualquer atividade sem necessitar da ajuda de terceiros. Pisos com mais aderência, barras de apoio, bacias sanitárias com assentos mais elevados, espelhos inclinados e bancos articulados para o banho são alguns dos acessórios que facilitam o uso.

Closet ou guarda-roupas devem ter projeto especial para facilitar o acesso a calçados e roupas. Aposte também nas portas de correr que ocupam menos espaço e são mais práticas para manuseá-las.


Não faz muito tempo que a Arquitetura e o design idealizavam somente no homem padrão ou “normal”. Hoje a sociedade busca formas de interação com as diferenças humanas e aos poucos novos conceitos são incorporados pela sociedade. Arquitetos, designers, engenheiros, administradores públicos, cidadãos, reaprendem a pensar em projetos mais inclusivos, sem limitações e para o homem real.

#ArquiteturaInclusiva #AmbientesClean

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